Conselho de Pastores de MS rebate acusações contra Wilton Acosta
O Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul (Consepa-MS) refutou, nesta segunda-feira (2), denúncias de pastores contra seu presidente, Wilton Acosta. A entidade classificou as reportagens como "desinformação" e buscam "macular a honra e reputação" de Acosta e da instituição.
Segundo o Consepa-MS, o presidente não foi afastado de suas funções, e uma investigação interna não encontrou irregularidades na organização das Marchas Para Jesus. O conselho também afirmou que nunca recebeu verbas públicas para os eventos.
Entenda as Acusações Contra Wilton Acosta
Cinco pastores evangélicos acionaram a Justiça pedindo o afastamento de Wilton Acosta da presidência do Consepa-MS. O grupo, composto por Carlos José Storki de Deus, Ivan de Souza, Daniel Souza Brito, Ellen Barbosa Lopes de Melo e Dirceu Mathias de Oliveira Junior, alega conflito de interesses, imoralidades e falta de transparência financeira, especialmente em relação à Marcha para Jesus.
Os acusadores mencionam um processo anterior de 2016, onde Acosta responde por desvios de dinheiro quando dirigia a Fundação do Trabalho de MS. Em março, membros do Conselho de Ética do Consepa-MS avaliaram a conduta de Acosta, apontando uso da estrutura da entidade para fins pessoais, delegação de funções a pessoas externas, e falta de prestação de contas.
Apesar de uma suposta suspensão pelo Conselho de Ética, Acosta convocou uma assembleia extraordinária em maio e permaneceu no cargo. O advogado dos acusadores, Yahn Sortica, entrou com ação na Justiça para anular os atos e afastar Acosta, mas o juiz negou o pedido de urgência, alegando a necessidade de ouvir a defesa.
Detalhes das Denúncias
As acusações incluem xingamentos de Acosta a outro pastor, Malquiel de Camargo, em uma disputa pessoal por dívida. O Conselho de Ética sugeriu uma retratação pública, que foi recusada.
Há também denúncias de conflito de interesses: Acosta é sócio-administrador da WK Comunicação LTDA, que contratou shows para eventos gospel, recebendo cerca de R$ 100 mil da Fundação de Cultura de MS em 2024.
A falta de transparência financeira é outro ponto levantado, com pastores alegando que valores em espécie não são registrados na tesouraria. O tesoureiro, apóstolo Toninho, não viu irregularidades. A empresa Criative Music LTDA, que teria recebido R$ 3,2 milhões da Fundação de Cultura para shows na Marcha para Jesus, também é citada, havendo menção de que a empresa pagaria o aluguel de um veículo para Acosta.
A Resposta de Wilton Acosta
Wilton Acosta admitiu os xingamentos, mas os classificou como um problema pessoal. Ele negou irregularidades financeiras, afirmando que a entidade recebe valores baixos de mensalidades de pastores. Acosta também negou lucro com a Marcha para Jesus, explicando que a Fundação de Cultura contrata os artistas diretamente. Ele justificou sua permanência no cargo como uma trama contra ele, alegando que o Conselho de Ética do Consepa-MS não tem poder deliberativo. Sobre o processo na Funtrab, ele afirmou que está em fase inicial e provará sua inocência.
Fonte: TopMídiaNews









